Manutenção
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syph0s
on quarta-feira, 24 de setembro de 2008
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Manutenção
2008-09-24T14:52:00-03:00
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Seção Open Music! com novo player. Props to GoEar.
Entrevista com o desenvolvedor do Muppy Linux
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on domingo, 21 de setembro de 2008
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Entrevista com o desenvolvedor do Muppy Linux
2008-09-21T07:30:00-03:00
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O site tmxxine fez uma entrevista com Mark Ulrich, desenvolvedor do Muppy Linux, uma distribuição alemã. Confira abaixo a entrevista completa.
O Mini-sys é um fork do Puppy Linux, projetado para o uso estável e comercial. Ele inclui muitas melhorias para os usuários domésticos e profissionais. "Muppy" é o apelido para Mini-sys Linux. As opções para ambientes gráficos são Compiz, KDE, IceWM, Fluxbox e JWM.
tmxxine: Fale sobre o seu envolvimento com o Mini-Sys.
Mark Ulrich: Fui contratado pela BSB Software, em novembro de 2007, em Bielefeld (Alemanha). O principal produto da BSB era o Minisys, uma aplicação para empresas. As primeiras versões eram feitas para Windows, mas devido ao repetidos problemas com o Windows Server, o desenvolvedor líder, Stefan Otto, portou o Minisys para o Linux. Ele substituiu alguns Windows Servers com o Suse 10.1.
Então o Minisys funcionava confiavelmente, mas não estava otimizado. Após alguns testes com o Puppy, ele me perguntou se eu queria me juntar à empresa para continuar trabalhando no Muppy, a versão alemã do Puppy.
Eu tinha parado de desenvolver o Puppy depois do lançamento 007 porque meu antigo trabalho como gerente de projetos e desenvolvedor web estava consumindo muito do meu tempo.
Então me juntei à BSB, porque preferi trabalhar no Muppy. Além dos consertos de localização, adicionamos funcionalidades extras, que precisávamos para as empresas que usavam o Muppy, como o wizard de segurança, backup automático e mais umas coisas. Também adicionamos o OS-Webdesk, uma aplicação que roda no seu navegador.
Baseado no Minisys, ele oferece um gerenciador de arquivos que pode ser usado para compartilhar pastas através do Samba pela rede Windows. Para o Muppy 008.5, essa aplicação será estendida. O objetivo é que você possa usar o OS-Webdesk como um substituto para o desktop padrão. A maioria dos usuários de computadores passam 90% do tempo navegando pela web, então é uma medida lógica para oferecer a eles o navegador como uma interface gráfica para o desktop.
tmxxine: Como é a sua vida hoje?
Mark Ulrich: Trabalho a maior parte do tempo em casa. É muito melhor do que ficar sentado oito horas por dia numa cadeira desconfortável no escritório. Minhas costas doem rapidamente, da época em que eu trabalhava como enfermeiro. Se eu trabalho em casa, posso criar um ambiente que me permite evitar a dor que tenho quando fico no escritório.
tmxxine: Nos fale sobre os seus planos para o Muppy.
Mark Ulrich:
- Estender o minisys com o OS-Webdesk;
- Simplificar a localização;
- Estender meus próprios programas como Panel e File Manager;
- Mantê-lo atualizado com os atuais lançamentos do Slackware;
- Adicionar um novo Kernel de vez em quando.
tmxxine: Qual foi o máximo de tempo que você programou de uma vez só?
Mark Ulrich: 36 horas. Embora trabalhe em casa, eu trabalho mais do que na minha antiga empresa. Mas está bem, já que oferece outras vantagens.
tmxxine: Qual é a sua linguagem de programação favorita no momento?
Mark Ulrich: C, Bash e GtkBasic. FreeBasic raramente, quando o GtkBasic atinge o limite.
Mark Ulrich: 36 horas. Embora trabalhe em casa, eu trabalho mais do que na minha antiga empresa. Mas está bem, já que oferece outras vantagens.
tmxxine: Qual é a sua linguagem de programação favorita no momento?
Mark Ulrich: C, Bash e GtkBasic. FreeBasic raramente, quando o GtkBasic atinge o limite.
tmxxine: Você fala e escreve em inglês, francês e alemão. Você tem plano para aprender mandarim?
Mark Ulrich: Não, eu tenho 42 anos de idade. O desenvolvimento da China é esmagador, e gostaria de participar. Mas você aprender melhor outros idiomas quando você é jovem e viaja bastante, como fiz. Agora me sinto muito velho para aprender um idioma tão complexo do zero.
tmxxine: Você desenvolveu novas habilidades desenvolvendo o Muppy?
Mark Ulrich: Sim. Sempre odiei C. Mas desenvolvendo o PuppyBasic me forcei a aprender, e me sinto orgulhoso que posso escrever aplicações gráficas em C usando a biblioteca GTK. Algo que me falta é conhecimento em rede. O Google tentou me contratar para trabalhar como server admin. Mas meu conhecimento não foi sufuciente para isso. Mas fora isso, eu prefiro o meu trabalho atual. O Google só estava interessado por causa da alta reputação e do potencial de alto desempenho.
tmxxine: Com qual pedaço do Muppy você está mais satisfeito?
Mark Ulrich: Com o Gtkbasic, ele me permite escrever muitas utilidades personalizadas.
Mark Ulrich: Com o Gtkbasic, ele me permite escrever muitas utilidades personalizadas.
tmxxine: Seus clientes estão preferindo o Linux em vez do Windows?
Mark Ulrich: Como mencionei acima, o Windows Server não funcionava corretamente, então ele preferem o Muppy. Alguns deles também usam hoje como sistema Desktop. Eles gostam dele, mas também o criticam. Por exemplo, os menus não são como no Windows. Por esse motivo eu adicionei o PXPanel como menu opcional na versão 008.4.
tmxxine: Ser um budista Bodhisattva diverte os seus amigos?
Mark Ulrich: Não, eles não sabem sobre isso. [sorrindo], mas eu me divertia [rindo].
tmxxine: Se você tivesse uma máquina do tempo, onde você iria?
Mark Ulrich: Era do Gelo, 3000 anos no futuro e 100.000 anos no futuro. Na Era do Gelo para ver mamutes e homens primitivos. 3000 no futuro para ver quanto dos ideais utópicos será realizado. Acho que não será tão avançado quanto esperamos hoje. 100.000 no futuro para ver o tipo de espécies que os humanos desenvolveram e como a tecnologia será. Também pode me permitir ver alguns aliens.
Fonte: tmxxine
O Poder da Inovação Colaborativa
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syph0s
on sábado, 20 de setembro de 2008
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O Poder da Inovação Colaborativa
2008-09-20T07:43:00-03:00
syph0s
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Com 1.4 bilhões de pessoas conectadas, a Internet é a maior rede colaborativa que a humanidade já experimentou. Uma das conseqüências do crescimento dessa rede é uma mudança radical na maneira como o conhecimento é criado e distribuído. Conforme rumamos para um mundo interconectado, o equilíbrio está mudando de um modelo de criação velho, proprietário para um modelo aberto que enfatiza a colaboração e compartilhamento. De gurus de gerenciamento até firmas de consultoria e escolas de liderança empresarial, todos estão tomando conhecimento desse novo fenômeno que é conhecido por vários nomes como "Inovação Colaborativa", "Inovação Aberta" ou "Co-Criação Distribuída".
O movimento open source foi o pioneiro na tendência da Inovação Colaborativa, e não é surpresa que o rápido crescimento da Internet e o rápido crescimento da comunidade open source espelhou um ao outro. O sistema operacional Linux e o site Wikipedia são bons exemplos de projetos open source que incorporam os ideais da Inovação Colaborativa. E estes casos na indústria tecnológica não foram os únicos que tomaram conhecimento. Líderes políticos e empresariais em todos os mercados estão explorando o quanto essa poderosa tendência pode ser canalizada para o desenvolvimento social e econômico.
Vamos pegar o Linux como exemplo. Em setembro de 1991, Linus Torvalds publicou 10.000 linhas de um código-fonte sob a General Public Licence (GPL). A GPL dá ao usuário quadro liberdades:
A inovação que é possível através do esforço de milhares de pessoas colaborando com o código-fonte do Linux é uma vantagem poderosa (e constantemente crescente) para o software open source. Nos próximos anos, poderemos ver o ritmo de inovação do modelo open source ultrapassar tudo o que os fabricantes proprietários e seus fechados grupos de desenvolvedores pagos podem produzir.
Para explicar esse fenômeno, Tom O'Reilly diz que "a inovação sustentada já significa mais só quem tem os cientistas mais talentosos ou os laboratórios mais equipados. Hoje significa quem tem a "arquitetura de participação" mais atraente."
Henry Chesborough, autor do livro Open Innovation, explica o contraste entre os modelos abertos e fechados com a seguinte tabela:
O termos "Inovação Colaborativa" pode ser novo, mas o conceito e prática são partes da filosofia empresarial da Red Hat desde o início da empresa. Por 15 anos, a Red Hat aplicou essa estrutura para competir exitosamente com fornecedores de software proprietário que construíram impérios multi-bilionários usando o modelo fechado de inovação. O Projeto Fedora é um excelente exemplo da estratégia de Inovação Colaborativa da Red Hat. Os engenheiros da Red Hat trabalham com a comunidade open source para desenvolver tecnologias de ponta para o Fedora. Quando essas tecnologias inovadoras amadurecem, elas são incorporadas ao Red Hat Enterprise Linux.
Trabalhando com pessoas inteligentes dentro e fora da Red Hat, a empresa é capaz de criar um modelo transparente e eficiente de desenvolvimento tecnológico. Apesar de ter apenas 2.600 empregados, a Red Hat tem sido capaz de construir e fornecer soluções de nível mundial que são aplicadas em ambientes de demanda como o New Stock Exchange e a Federal Aviantion Administration, assim como para grandes governos e empresas privadas por todo o mundo. apesar da Red Hat não gerar todo o código que faz parte do Red Hat Linux Enterprise, a empresa é capaz de criar receita fornecendo serviços, treinado e dando suporte em torno do software open source. Isso não é nada fácil, considerando que o principal competidor em sistemas operacionais é uma empresa profundamente entrincheirada com mais de 50.000 pessoas empregadas.
Ansiosos para tirar vantagem das possibilidades, líderes influentes ao redor do mundo estão aplicando o modelos de inovação colaborativa em áreas como conteúdo (Wikipedia), medicina (Open Source Drug Discovery), publicação científica (Public Library of Science), direitos autorais flexíveis (Creative Commons)e muitas outras áreas. A maior contribuição da Red Hat para o movimento Inovação Colaborativa - até agora - é o seu sucesso na construção de um modelo de negócios em torno do software open source que pode ser reproduzido em outros campos. Com a internet se tornando uma parte integral de nossas vidas, a Inovação Colaborativa está prevista para se tornar um dos aspectos mais importantes de nosso futuro.
Fonte: Venkatesh Hariharan@Red Hat Magazine
O movimento open source foi o pioneiro na tendência da Inovação Colaborativa, e não é surpresa que o rápido crescimento da Internet e o rápido crescimento da comunidade open source espelhou um ao outro. O sistema operacional Linux e o site Wikipedia são bons exemplos de projetos open source que incorporam os ideais da Inovação Colaborativa. E estes casos na indústria tecnológica não foram os únicos que tomaram conhecimento. Líderes políticos e empresariais em todos os mercados estão explorando o quanto essa poderosa tendência pode ser canalizada para o desenvolvimento social e econômico.
Vamos pegar o Linux como exemplo. Em setembro de 1991, Linus Torvalds publicou 10.000 linhas de um código-fonte sob a General Public Licence (GPL). A GPL dá ao usuário quadro liberdades:
- A liberdade para mudar o programa, para qualquer finalidade;
- A liberdade para estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para suas necessidades;
- A liberdade para redistribuir cópias, assim você pode ajudar o próximo;
- A liberdade para melhorar o programa e publicar a suas melhorias para o público, assim toda a comunidade se beneficia.
A inovação que é possível através do esforço de milhares de pessoas colaborando com o código-fonte do Linux é uma vantagem poderosa (e constantemente crescente) para o software open source. Nos próximos anos, poderemos ver o ritmo de inovação do modelo open source ultrapassar tudo o que os fabricantes proprietários e seus fechados grupos de desenvolvedores pagos podem produzir.
Para explicar esse fenômeno, Tom O'Reilly diz que "a inovação sustentada já significa mais só quem tem os cientistas mais talentosos ou os laboratórios mais equipados. Hoje significa quem tem a "arquitetura de participação" mais atraente."
Henry Chesborough, autor do livro Open Innovation, explica o contraste entre os modelos abertos e fechados com a seguinte tabela:
| Modelo fechado de inovação | Modelo aberto de inovação |
|---|---|
| As pessoas inteligente em nosso campo trabalham para nós | Precisamos trabalhar com pessoas inteligentes dentro e fora de nossa empresa. |
| Para lucrar com a pesquisa e desenvolvimento (P&D), devemos descobrir, desenvolver e distribuir por nós mesmos. | P&D externos podem criar valor significativo; P&D interno é necessário para afirmar alguma porção desse valor. |
| Se descobrimos por nós mesmos, primeiro vamos entregar ao mercado | Não precisamos originar a pesquisa para se beneficiar dela. |
O termos "Inovação Colaborativa" pode ser novo, mas o conceito e prática são partes da filosofia empresarial da Red Hat desde o início da empresa. Por 15 anos, a Red Hat aplicou essa estrutura para competir exitosamente com fornecedores de software proprietário que construíram impérios multi-bilionários usando o modelo fechado de inovação. O Projeto Fedora é um excelente exemplo da estratégia de Inovação Colaborativa da Red Hat. Os engenheiros da Red Hat trabalham com a comunidade open source para desenvolver tecnologias de ponta para o Fedora. Quando essas tecnologias inovadoras amadurecem, elas são incorporadas ao Red Hat Enterprise Linux.
Trabalhando com pessoas inteligentes dentro e fora da Red Hat, a empresa é capaz de criar um modelo transparente e eficiente de desenvolvimento tecnológico. Apesar de ter apenas 2.600 empregados, a Red Hat tem sido capaz de construir e fornecer soluções de nível mundial que são aplicadas em ambientes de demanda como o New Stock Exchange e a Federal Aviantion Administration, assim como para grandes governos e empresas privadas por todo o mundo. apesar da Red Hat não gerar todo o código que faz parte do Red Hat Linux Enterprise, a empresa é capaz de criar receita fornecendo serviços, treinado e dando suporte em torno do software open source. Isso não é nada fácil, considerando que o principal competidor em sistemas operacionais é uma empresa profundamente entrincheirada com mais de 50.000 pessoas empregadas.
Ansiosos para tirar vantagem das possibilidades, líderes influentes ao redor do mundo estão aplicando o modelos de inovação colaborativa em áreas como conteúdo (Wikipedia), medicina (Open Source Drug Discovery), publicação científica (Public Library of Science), direitos autorais flexíveis (Creative Commons)e muitas outras áreas. A maior contribuição da Red Hat para o movimento Inovação Colaborativa - até agora - é o seu sucesso na construção de um modelo de negócios em torno do software open source que pode ser reproduzido em outros campos. Com a internet se tornando uma parte integral de nossas vidas, a Inovação Colaborativa está prevista para se tornar um dos aspectos mais importantes de nosso futuro.
Fonte: Venkatesh Hariharan@Red Hat Magazine
[Open Music!] Oceansea - The Whimsical River
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[Open Music!] Oceansea - The Whimsical River
2008-09-20T07:33:00-03:00
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Artista: Oceansea
Música: The Whimsical River
Album: Songs From The Bedroom Floor
Página no Jamendo: AQUI
Entrevista com Richard Stallman
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Richard Stallman deu uma entrevista ao blog Guiodic e falou sobre os 25 anos do GNU, Google Chrome, compartilhamento de arquivos não-livres, Linux pré-instalado em computadores, acordo de não divulgação, OLPC XO e muito mais. Confira abaixo a entrevista na íntegra.
Guiodic: Sr. Stallman, o projeto GNU está com 25 anos de vida. Nosso leitores geralmente conhecem bem a história. Você escreveu: "O mundo livre é um novo continente no ciberespaço ". Em 1983, você imaginou que esse continente cresceria tanto? Quais são os objetivos mais importantes do movimento Software Livre hoje?
RMS: Em 1983 eu não tentei prever o que aconteceria depois de completar o sistema GNU. Pensei cuidadosamente sobre os principais obstáculos para desenvolver o sistema, mas não tentei antecipar o que aconteceria depois disso, nem os obstáculos que as empresas de software proprietário colocariam em nosso caminho nem que começaríamos a influenciar as leis de alguns países. Também nunca imaginei que mais alguém adicionaria o último pedaço e a maioria das pessoas dariam para ele o crédito pela coisa toda.
Hoje o GNU/Linux é um completo sistema operacional livre, mas existem milhares de diferentes "distribuições" do GNU/Linux, e a muitas delas não são livres: ele incluem ou orientam as pessoas em direção de programas não-livres. Como resultado, a maioria dos usuários do GNU/Linux não foi atingida totalmente pelo mundo livre. Muitos deles não estão tentando atingir o mundo livre, e até mesmo não sabem que ele existe: nunca ninguém os sugeriu que há uma questão de liberdade em jogo. É porque a maioria das discussões do GNU/Linux não falando sobre liberdade. As corporações envolvidas com o GNU/Linux preferem falar sobre vantagens práticas em vez de éticas. Muitos deles usam o termo "open source", que foi promovido como uma forma de evitar os problemas de liberdade de usuário. (Veja http://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-the-point.html)
Guiodic: Alguns fãs do GNU/Linux e do software livre acham que cópias não-autorizadas de software proprietário (que são amplamente usadas em nosso país) são as amarras da disseminação do software livre. Então, quando a polícia pune quem usa cópias não-autorizadas, os fãs ficam felizes. Eles pensam: "Ok, os usuários de Windows pirata vão instalar software livre agora". Esses fãs estão certos ou não?
RMS: No nível tático, a conclusão deles é lógica: se fosse mais difícil copiar o Windows, seria mais caro para usar, e o preço colocaria alguns usuários em direção ao GNU/Linux e outros sistemas livres.
Se apenas aumentar o uso desses sistemas fosse o nosso principal objetivo, seria racional aplaudir a repressão sobre o compartilhamento de software não-livre.
Mas esse tipo de pensamento é imoral. Não devemos aplaudir um ato de repressão, mesmo se achamos que essa repressão sairá pela culatra e conduzirá as pessoas à rebeldia.
A idéia básica do movimento Software Livre é que impedir as pessoas de compartilhar e mexer no software é uma injustiça. Quando a polícia pune as pessoas por compartilhar, ela estão cometendo uma injustiça. Não devemos achar isso uma coisa boa!
Se você tiver êxito copiando o Windows, não significa que é efetivamente como o software livre. Você ainda não tem o código-fonte, então, você não pode alterá-lo. Você não pode eliminar os recursos maliciosos. (Temos conhecimento de vigilância, restrição ao usuário, e até backdoors, e talvez exista mais que não conhecemos.)
Não devemos aplaudir a repressão, mas podemos falar sobre isso. Quando a polícia pune as pessoas por compartilhar, devemos dizer ao público: "Observem, se vocês usam cópias proibidas do Windows, os prepotentes da Microsoft podem pegá-los e atacar vocês. Fuja do Windows, fuja do MacOS, fuja do software não-livre, e junte-se a nós no Mundo Livre!".
Guiodic: Há dias atrás o Google lançou um navegador chamado Google Chrome. Seu código-fonte é aberto mas os binários estão sob uma licença restritiva. A Electronic Frontier Foundation falou sobre os perigos de privacidade usando o Chrome. Qual é a sua opinião?
RMS: A licença para esses binários é inaceitável por muitos motivos.
Por exemplo, a licença diz que você cede ao Google o direito de modificar o seu software e exige que você aceite quaisquer mudanças que eles decidirem impor. Trata-se de proibir a engenharia reversa. Ela também usa o termo de propaganda confuso e tendencioso "propriedade intelectual". (Veja em http://www.gnu.org/philosophy/not-ipr.html porquê esse termo nunca deve ser usado.)
Não devemos concordar com esses termos.
O Google está seguindo as pegadas do Firefox. O Firefox tem feito isso desde que ele apareceu: o código-fonte é livre, mas os binários lançados pela Mozilla Foundation exercem um inaceitácel EULA.
Guiodic: O projeto GNU lançará um navegador livre completamente baseado no código-fonte do chromium.org (como o IceCat, que é baseado no código do Mozilla Firefox)? Se não, você acha que uma versão totalmente livre do Chrome deveria ser uma coisa boa?
RMS: Espero que alguém distribua os binários livrres feitos a partir das fontes do Chrome. As pessoas tem feito isso pelo Firefox por anos. Não precisa ser um projeto GNU. O motivo pelo qual desenvolvemos o GNU IceCat a partir do Firefox é mais específico. As variantes livres do Firefox lançadas por outras pessoas, com nomes como IceWeasel e BurningDog, já evitam o EULA para os binários do Firefox. Mas o Firefox tem outro problema: ele oferece plugins não-livre para instalação. Nossos princípios dizem que não devemos oferecer ou recomendar software não-livre. Desenvolvemos o IceCat para oferecer apenas plugins livres e não mencionar os plugins não-livres.
Não sei se o Chrome tem esse tipo de problema.
Guiodic: O Google parecer ser uma empresa "duas-caras". Ele ajuda a comunidade e desenvolvedores de Software Live (Google code, doações, etc) mas não aprova a GNU GPL Affero e utiliza acordos de usuário final que são problemáticos com a privacidade. Qual é o seu ponto de vista sobre o Google?
RMS: O Google faz coisas que são boas, coisas que são neutras e coisas que são ruins.
O Google distribui programas não-livres, incluindo o cliente do Google Earth, e os programas em Javascript usados pelo Google Docs e alguns outros serviços. Definitivamente, isso é uma coisa ruim. Acho mais útil julgar essas atividades separadamente, no caso do Google ou qualquer outras empresa cuja atividades inclui boas e más.
Guiodic: Alguns fabricantes de hardware esstão lançando seus drivers livres (por exemplo, a Atheros agora tem o seu driver aberto "oficial" para GNU/Linux). Isso é uma vitória para o movimento do Software Livre?
RMS: Esse é um importante passo à frente. Não sei em que medida o movimento Software Livre pode receber responsabilidade por isso.
Guiodic: O que você acha sobre a "Declaração de Posição sobre os Módulos do Kernel Linux" assinado por muitos desenvolvedores do kernel Linux?
RMS: Não sei nada sobre isso.
Guiodic: E sobre o Acordo de Não Divulgação sobre hardware? Um desenvolvedor de drivers poderia assinar um AND sobre hardwares específicos se o acordo permitisse-o a escrever um driver livre?
RMS: Nesse caso específico, acredito que é um mal menor, desde que o lançamento do driver livre dê ao publico as informações sobre esse hardware que ele realmente necessita. Com efeito, o mal menor é usado para fazer coisas boas que na maioria das vezes apagam as conseqüência do mal.
Guiodic: Alguns fabricantes de PC's vendem seus computadores com o sistema GNU/Linux pré-instalados no "mercado de massa". Isso é uma coisa boa?
RMS: Esse é um passo na direção certa, mas estes sistemas GNU/Linux pré-instalados não são livres. Eles contém programas proprietários. Alguns desses sistemas nem mesmo iniciarão até que o usuário aceite um EULA para software não-livre. Você não deveria aceitar esse EULA.
É muito menos pior entregar uma máquina com um sistema GNU/Linux não-livre do que entregar uma máquina com um sistema pré-instalado não-livre Windows ou MacOS. Mas na verdade você não deveria utilizar estes sistemas não-livres. Instale um sistema GNU/Linux totalmente livre na máquina, e use-a dessa maneira.
Guiodic: Eu sei que você possui um OLPC XO.
RMS: O XO era inconveniente de várias maneiras, mas eu mudei para ele de qualquer forma porque ele tem uma BIOS livre. No momento em que tomei a decisão, todos os outros laptops tinham uma BIOS proprietária, e eu estava disposto a aceitar alguns problemas práticos para escapar disso. Mas assim que eu estava acabando de migrar para o XO, Negroponte estava anunciando as futuras versões do XO seriam projetadas para rodar Windows. Como resultado, me senti obrigado a explicar para todos que viam o XO que eu não endossava o projeto OLPC.
No mês seguinte, fiquei sabendo de uma empresa chinesa, Lemote, que faz máquinas que não têm software não-livre (tanto quanto podemos dizer) e que o Windows não suporta.
Então hoje estou usando uma máquina da Lemote. É um protótipo e tem alguns inconvenientes, mas eu não me envergonho de promovê-lo.
Guiodic: Alguns deles, como Dell e Asus, convidam os usuários a fazer um "upgrade" para o MS Windows XP...
RMS: Eles realmente falam isso? Que triste. E o OLPC também será fácil para fazer "upgrade" para o Windows. Espero que a Microsoft facilite para a crianças obterem cópias para colocar em seus XOs.
Guiodic: Última pergunta. É técnica mas também um pouco filosófica. Eu tentei remover alguns componentes GNU do meu sistema GNU/Linux. Foi uma idéia muito ruim! Por exemplo, se eu remover o glibc (conhecido como libc6), isso é mais destrutivo do que um "rm -rf /"...
RMS: É um pouco de exagero: se você deletar todos os seus arquivos de sua máquina, um dos arquivos que você deletou será o glibc.
Guiodic: Ok, mas se eu remover o glibc pelo meu gerenciador de pacotes (APT), todo o sistema será removido, porque todos os pacotes (exceto alguns pacotes não-software) são dependentes do glibc, porque ele é a biblioteca principal dos sistemas GNU/*, como outras libc que são as bibliotecas principais em outros sistemas Unix-like. Se o glibc é o componente principal do sistema, e o glibc é o software GNU, então acredito que o nome "GNU/Linux" é correto tanto por motivos técnicos quanto pelos motivos históricos.
RMS: Concordo com essa declaração, mas eu não basearia o argumento todo no glibc.
Há muitos pacotes importantes no GNU/Linux.
Guiodic: Em outras palavras, um sistema GNU/Linux é um sistema GNU que roda sobre o Linux, o kernel?
RMS: É o que ele é basicamente. Claro, hoje são milhares de outros programas contribuídos por milhares de desenvolvedores, e não quero deixar de reconhecer a importância de suas contribuições.
Guiodic: Então, a pergunta é: apesar das evidências, por que algumas pessoas não concordam quando você chama o sistema inteiro de "GNU/Linux"?
RMS: Não é racional. As pessoas aprendem a chamar o sistema de "Linux", e constroem suas impressões do sistema e de sua história a partir disso. É uma imagem errada, mas as pessoas se agarram a ela, e inventam motivos para justificá-la. Veja em http://www.gnu.org/gnu/gnu-linux-faq.html uma longa lista de motivo que as pessoas inventaram, e as respostas.
Flash Player 10 RC2 é lançado
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syph0s
Para quem estava tendo problemas com a versão RC1 do Flash Player 10, a Adobe acaba de lançar o RC2. Para baixar e testar entre na página do Abobe Labs clicando aqui. Para saber como se instala basta procurar no Google ou no fórum da sua distro. Certamente há um tópico sobre como instalar.
[Open Music!] Revolution Void - Biomythos
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syph0s
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[Open Music!] Revolution Void - Biomythos
2008-09-18T06:40:00-03:00
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Metallica cancela entrevista. Motivo: Pirate Bay
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Metallica cancela entrevista. Motivo: Pirate Bay
2008-09-16T23:09:00-03:00
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A Universal, gravadora do Metallica, interviu e cancelou uma entrevista com um jornal sueco na última semana após que um de seus resenhadores disse que pegou sua cópia do álbum via BitTorrent. O escritor, Jonn Jeppsson, que na verdade resenhou uma versão editada do "Death Magnetic", admitiu que ele baixou o álbum do The Pirate Bay.Fonte: enigmax@TorrentFreak
CodeWeavers lança Chrome para Linux
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syph0s
Um boa notícias àqueles que desejam testar o Chrome no Linux para não podem. A CodeWeavers lançou uma versão do Chrome com o WINE em background para proporcionar aos usuários Linux a chance de testar o navegador comentado em 11 de cada 10 sites/blogs sobre tecnologia. Para baixar a sua versão, entre no site da CodeWeavers.
[Open Music!] Rob Costlow - Bliss
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[Open Music!] Rob Costlow - Bliss
2008-09-16T22:43:00-03:00
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VLC ganha uma nova aparência no Windows e no Linux
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syph0s
A maioria das melhorias é o suporte do VLC para diferentes formatos de arquivos. O suporte de mídia, com a ajuda do FFMpeg, foi estendido para incluir variantes dos codecs de Flash vídeo, BBC's DIRAC, Real Video, H.264 PAFF (Picture-Adaptive Frame/Field), VC-3, Fraps e formatos M2TS camcorder. Os formatos de audio também foram estendidos, com a inclusão do suporte para o Atrac 3 e o formato sem perdas APE, e melhor suporte para informações metadata. O gerenciamento de playlist foi melhorado, com suporte para artwork, live searching e porte para o Last.fm. A playlist também é customizável, aceitando vídeos do YouTube, DailyMotion e Google Video para serem mostrados sob o controle de script.
O novo filtro de audio permite a reprodução em diferentes velocidades enquanto mantém o tom, ao mesmo tempo o suporte ao Replay Gain permite uma sonoridade mais consistente e um spatializer permita que o audio seja mais tridimensional. Novos filtros de vídeo suportam extração de cor, dimensionamento e efeitos de tela azul. Enquanto versões anteriores do VLC suportavam dispositivos de TV analógicos, agora ele suporta formatos de TV digital com a adição do formato DVB para receivers com drivers BDA no Linux e Windows. Usuários Mac encontrarão suporte para a câmera iSight assim como para o dispositivo de captura.
Os desenvolvedores encontrarão o núcleo do player, o libVLC, reescrito e modularizado para suportar plugins externos. No Mac OSX, o VLCkit foi adicionado para permitir que os desenvolvedores integrem o VLC com outras aplicações. Detalhes completos sobre as mudanças podem ser encontrados na wiki da Videolan.
Fonte: Heise.de
Discovery Channel - A Internet - Microsoft x Netscape
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on segunda-feira, 15 de setembro de 2008
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Discovery Channel - A Internet - Microsoft x Netscape
2008-09-15T13:11:00-03:00
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Bom vídeo.
Cloud Computing
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Cloud Computing
2008-09-14T19:24:00-03:00
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Dois bons artigos sobre cloud computing, um termo que será comum a partir de hoje.
Mas afinal, o que é Cloud Computing? - Cezar Taurion@ComputerWorld (Português)
Cloud computing with Linux - M. Tim Jones@IBM (Inglês)
Mas afinal, o que é Cloud Computing? - Cezar Taurion@ComputerWorld (Português)
Cloud computing with Linux - M. Tim Jones@IBM (Inglês)
[Open Music!] After The Ice - Thursday Morning Waking
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syph0s
on sábado, 13 de setembro de 2008
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[Open Music!] After The Ice - Thursday Morning Waking
2008-09-13T23:11:00-03:00
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Artista: After The Ice
Música: Thursday Morning Waking
Album: It Happens All the Time
Página no Jamendo: AQUI
A urna eletrônica é segura??
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syph0s
Dizem os burocr... funcionários dos TRE's que a nossa urna eletrônica é infalível, o sistema é inviolável, infraudável. Quem mexe com computação conhece a máxima "Não existe sistema 100% seguros". Bem, é o que o povo do TRE diz, nos resta acreditar.
O Computer Security Group da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara (UCSB) divulgou um pequeno vídeo demonstrando como uma única pessoas pode hackear uma eleição no sistema de voto touch-screen - até mesmo com um sistema chamado "Voter Verifiable Paper Trail" (VVPAT) adicionado a ele - de modo que a manipulação jamais seria detectada pelo público ou funcionários eleitorais.
Eis o vídeo da façanha:
A diferença entre esses sistemas eletrônicos e o sistema que usamos no Brasil é a contraprova. Se der caca na eleição pode-se fazer uma recontagem de votos (como à duas eleições passadas nos EUA) e tudo volta à legalidade. Aqui, se der merda, deu. Não há o que fazer. Se é possível hackear sistemas com contraprova, imagine o sistema que temos. Onde qualquer falha nos servidores dos TE's colocaria tudo a perder. Entre no site votoseguro e veja que o nosso sistema não é essa maravilha que anunciam.
Os Princípios Open Source da Participação
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syph0s
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Os Princípios Open Source da Participação
2008-09-13T17:38:00-03:00
syph0s
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Um dos antigos princípios do open source é o livre e aberto compartilhamento do código-fonte de software. Este código-fonte é produto do tempo, esforço e trabalho de alguém. Portanto, a troca ou compartilhamento de código-fonte é, essencialmente, o compartilhamento do seu trabalho com mais alguém, e em troca você recebe uma porção do trabalho dele. E uma vez que programadores e desenvolvedores são o que faz da tradição open source possível, é fácil compreender como as pessoas podem equiparar a participação num projeto ou comunidade open source conforme é requerido delas a capacidade de programar.
Mas os tempo mudaram, e o open source já não é mais simplesmente software. Certamente ainda é uma grande parte, mas existe muito mais coisas hoje que são chamadas de open source do que existiu no passado, e nem tudo se trata de software. Há muitos projetos open source por aí que não necessita de código-fonte ou software para ser classificado como um projeto open source ou comunitário. Portanto, você não precisa mais ser capaz de programar para participar. Na verdade, habilidades de programação nunca foram exatamente um requisito para participar, mas uma habilidade a mais.
Um exemplo perfeito disso vem de uma recente entrevista que fiz com Michel Shiloh, da OpenMoko. Quem perguntei a ele sobre como as pessoas poderiam participar no projeto dele, ele me deu alguns exemplos muito interessantes de como as pessoas poderiam participar sem precisar saber como programar. O primeiro foi um cara que chegou para os desenvolvedores e disse "Sou músico e adoraria participar, mas eu não sei como programar". Eles lhe disseram imediatamente "Não tem problema. Precisamos de gente para escrever e gravar toques de celular para nós.", o que ele faria facilmente para os desenvolvedores. Outro exemplo veio de um artista que disse mais ou menos a mesmo coisa sobre si mesmo, e os desenvolvedores disseram "Poderíamos usar alguém para criar ícones e artwork para nós."
E estes são dois exemplos pequenos de como as pessoas poderiam participar de um projeto open-source ou de uma comunidade. Outro exemplo saiu de uma entrevista que li sobre onde o desenvolvedor líder de um grande gerenciador CMS estava recrutando a comunidade para procurar pessoas que poderiam escrever how-to's, guias, documentação e outras coisas similares para eles. E se você é é bom de escrita, fazer essas coisas é muito fácil. Falo com experiência nisso.
Outro exemplo de como participar vem do meu próprio site. Existem muitas pessoas em meu site que se ofereceram como editores e revisores para uma variedade de artigos e editoriais ao longo dos últimos anos, oferecendo para mim e para outras pessoas uma segunda opinião enquanto é escrito e editado vários artigos, how-to e outras coisas afim de produzir o melhor produto final. Muitos mais cederam seus esforços para ajudar os outros respondendo perguntas em fórum, screvendo guias, how-to's, fornecendo artwork, comentários, críticas e outras coisas como isso.
Eu mesmo já fui voluntário em vários outros projetos também, fazendo tudo, desde contribuir como programador, até como designer de interface, editor, escritor, professor e muitas outras coisas. Até mesmo escrevi artigos para o Distrowatch (para ajudar enquanto Ladislav Bodnar estava de férias) assim como para vários sites além do meu. Já ajudei por pouco tempo desenvolvendo pequenos arquivos de músicas para alguns projetos. Eu sozinho não consigo escrever músicas e o número de instrumentos que toco é limitado, entretanto, tenho um bom ouvido para tom, ritmo, estrutura, estilo, tempo e muito mais (apesar de ter uma perda auditiva, essas coisas ainda são muito claras e fáceis de identificar), e trabalhe com outros músicos a desenvolver e aperfeiçoar vários arquivos sonoros para diferentes aplicações.
Não estou dizendo isso para me gabar. Só estou mostrando que você não precisa ser um super geek ou programador veterano para participar de uma comunidade ou projeto open source. Há dezenas, se não centenas e milhares de maneiras de você pode participar no mundo open source e ajudar de modos fantásticos na comunidade open-source usando as habilidades que você já possui e as coisas que você já sabe. Até meu pais e um número de amigos atuam como promotores de várias comunidades e projetos, fornecendo suas opiniões de como melhor adaptar diferentes interfaces de software e web para idosos e doentes.
Um último exemplo. Um cara cegou até mim uma vez e disse que ele queria participar de um projeto que estava trabalhando, mas não poderia programar. Se descobriu que ele falava dois idiomas diferentes fluentemente e sabia ler e escrever em ambas, mais inglês (Ele trabalhou como tradutor por um tempo, creio). Tive a brilhante idéia de ele trabalhar traduzindo toda nossa documentação e arquivos de idiomas para esses dois outros idiomas.
Então nunca sinta que só porque você não é programador que você nuca pode participar no mundo open source. E não pense que só porque um projeto não é relacionado com software que as pessoas não precisam de ajuda. Existem muitos exemplos onde um projeto, como o Projeto Guitenberg por exemplo, não necessita de programadores, ou eles fazem um papel secundário no projeto (como manutenção de website) em vez do papel primário. Sites e comunidades Linux e open source do todo o mundo, e até localmente, precisam de pessoas para ajudar.
Aí está outro grande exemplo. Diga que você é bom em marketing. Há uma imensa quantidade de bons projetos Linux e open source por aí que necessitam muito de ajuda com marketing. Você poderia usar o seu conhecimento em marketing e ajudá-los a melhorar o marketing deles. Mas se você só é bom na cozinha? Acredite ou não, você ainda pode ser útil, porque existem muitos modos diferentes em que você poderia participar, mesmo com apenas uma habilidade. E nunca pense que uma habilidade em particular que você possui "não vale à pena mencionar" porque você que é besteira ou insignificante. Você pode se surpreender ao descobrir como ela realmente pode ser significante.
Cada projeto e comunidade tem necessidades diferentes. Só porque uma comunidade não precisa de suas habilidade não quer dizer que alguma outra não precise. O mesmo também se aplica aqui. Só porque somos um site de reviews e tutoriais sobre Linux e open source não significa que você não pode ajudar ou participar. E não estou dizendo isso para nos gabar ou algo parecido, mas já que você está lendo esse artigo, você provavelmente já notou o link "escritores voluntários" no topo do lado esquerdo. Aquilo é uma lista de membros da staff e da comunidade que deram um passo à frente e cederam seu tempo e conhecimento para escrever sobre Linux, fornecendo reviews de distribuições e hardware, editoriais, tutoriais e muito mais. Eles deram um passo à frente e nos ajudaram várias vezes, e por isso sempre serei grato.
Agora, admito que provavelmente estou chutando cachorro morto por tudo disse, mas o ponto é que há tantas pessoas por aí que são mais que capazes para ajudar ao menos um projeto open source, e ainda assim não o fazem. Os princípios centrais do open source são sobre compartilhar e doar. A comunidade open source tem doado tanto a você nas duas décadas passadas, seja você já percebeu ou não. O que você deu em troca? Se a sua resposta é nada, então é hora de mudar isso. Se a resposta é pouco, então é hora de aumentar a sua participação. Mas se a resposta é muito, então lhe agradecemos por tudo que fez e lhe encorajo a continuar doando.
Em um mundo perfeito, não haveria um único projeto como esses que estão mortos ou morrendo por motivos de falta de participação, isso jamais deveria ser um sacrifício para os voluntários. Porém, admito que não vivemos num mundo perfeito, mas nada diz que não podemos tentar transformá-lo num. Tudo que é necessário é que cada pessoa tome a iniciativa e faça a sua parte para ajudar aqueles projetos e comunidades que puder. Porque sem pessoas dispostas a ser voluntárias e ajudar, o open source morrerá, e esse é um futuro que jamais quero ver.
Fonte: Steve Lake@Raiden's Realm