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O computador doméstico em 2004 (como imaginado em 1954)

Essa é sensacional. Vendo meus feeds, encontro essa pérola:


[Clique na imagem para ampliar]

Detalhe para a legenda:

Cientistas da RAND Corporations criaram esse modelo para ilustrar como um "computador doméstico" se pareceria no ano de 2004. Entretanto, a tecnologia necessária não será economicamente viável para a maioria dos lares. Além disso, os cientistas admitem de imediato que o computador precisará de tecnologias ainda não inventadas para funcionar, porém, com o progresso científico dos próximos 50 anos, espera-se resolver esses problemas. Com uma interface com um teleimpressor e linguagem Fortran, o computador será de fácil utilização.

O que acharam hein? Precisos, não? Acho que eles hesitaram entre Fortran e COBOL!! É o sonho de todo casemodder!!! Aliás, vou ali trocar a fita da impressora matricial e já volto!!!

Para quem não sabe o que é um "teleimpressor":

Teleimpressor s.m. Aparelho telegráfico, adotado sobretudo em grandes jornais, cujo transmissor de assemelha a uma máquina de escrever comum, e cujo receptor imprime, em lugar de sinais, as letras que formam as mensagens escritas, teletipo. Te.le.im.pres.sor

Juro que tentei achar um sinônimo um pouco mais moderno mas nenhum ficaria na atmosfera da imagem.

O retorno do Minix

A revista Linux Magazine de fevereiro publicou uma review do Minix 3 contando a história do sistema, diferenças entre o Minix e o Linux, como o sistema funciona basicamente e ainda, juntamente com a review, um artigo do autor do sistema, Andrew S. Tanenbaum, sobre o uso do computador hoje em dia e como a estrutura do Minix pode fazer a diferença levando-se em conta os objetivos dos usuários comuns. A matéria é bem longa - como eu gosto - mas vale à pena cada frase. No fim do post estão os arquivos em PDF da matéria original e da versão traduzida.

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Kernel Inteligente
por Rüdiger Weis / Tradução: Luiz Martins

O Linux tem uma longa e tempestuosa relação com outro sistema operacional Unix-like conhecido como Minix. Adrew S. Tanenbaum, notável autor e cientista da computação, lançou a primeira versão do Minix em 1987 como uma ferramenta para ensinar estudantes sobre sistemas operacionais, e esse pequeno e bem documentado sistema rapidamente se tornou popular entre os entusiastas. Numa postagem ao grupo de notícias Minix, um ambicioso graduando finlandês, Linus Torvalds, anunciou o seu próprio sistema experimental em 1991 e contribuidores rapidamente vieram dos postos da comunidade Minix.

Mas Tanenbaum e Torvalds de imediato não se entenderam sobre questões do design. Tanenbaum sem foi favorável à arquitetura de microkernel, uma característica diferente do Minix até hoje (veja o texto "Por que os computadores não conseguem funcionar o tempo todo?"). Linus, por outro lado, fez o Linux com um kernel monolítico, com sistemas de arquivos, drivers e outros componentes incorporados dentro do kernel. Numa famosa postagem ao grupo Minix, o criador do Minix se referiu ao Linux como "... um gigante retrocesso ao anos 70", e uma confiante resposta do jovem Torvalds para esse experiente líder no campo dos sistemas operacionais é a primeira evidência da sua hoje legendária integridade. Apesar de tudo, Linus reconheceu a importância do trabalho de Tanenbaum para a formação de suas próprias idéias. Em sua autobiografia "Just for Fun", Linus se refere ao livro de Tanenbaum "Operating Systems: Design and Implementation" como um livro que mudou sua vida.

O debate entre microkerneis e kerneis monolíticos continua hoje em dia, e assim como o Linux não desapareceu, o Minix muito menos. A versão 3 do sistema operacional Minix foi projetado com o objetivo de criar um sistema que seja mais seguro e confiável do que os sistemas POSIX semelhantes, e uma licença livre estilo BSD faz do último Minix um forte candidato não só para o uso de produção, como também para o uso educacional. O Minix está atraindo até mesmo a atenção de alguns grandes patrocinadores. A União Européia está patrocinando o projeto com vários milhões de euros, e o Google tem uma quantidade de projetos relacionados ao Minix em seu programa "Summer of Code".

O Minix 3 roda tanto em processadores x86 32-bits quanto em várias máquinas virtuais, incluindo Qemu, Xen e VMWare. O sistema operacional inclui um sistema gráfico de janelas (X11), vários editores (Emacs e Vi), shells (incluindo o bash e o Zsh), GCC, linguagens de script, como Python e Perl, e ferramentas de rede - como o SSH. Com um design diminuto e resistente a erros, o Minix é um bom candidato para sistemas embarcados e a sua estabilidade superior tem conduzido a um novo e promissor papel como um sistema de firewall.

Inseguro pelo Design

Os problemas de segurança à frente da atual safra de sistemas operacionais, incluindo o Windows, mas também incluindo o Linux, são resultado de erros de design. Os erros foram herdados, em sua maior parte, de seus predecessores dos anos 60. A maioria desses problemas podem ser atribuídos ao fato de que os desenvolvedores não são perfeitos. Os humanos cometem erros. Claro, seria bom reduzir os números e mitigar os efeitos; entretanto, os programadores frequentemente estão dispostos a comprometer a segurança e um design limpo pela velocidade. Tanenbaum se refere a isso como um "pacto faustiano".
Além dessas questões relacionadas à dimensão, designs monolíticos também estão propensos a problemas estruturais inerentes: qualquer erro é capaz de comprometer o sistema como um todo. Um erro de design fundamental é que os sistemas operacionais atuais não seguem o Princípio da Menor Autoridade (POLA em inglês). Para esclarece isso, o POLA afirma que os desenvolvedores devem distribuir os sistemas sobre uma quantidade de módulos a fim de que um erro num módulo não comprometa a segurança e estabilidade dos outros módulos. Eles também devem garantir que cada módulo tenha apenas os direitos que ele realmente necessite para finalizar as funções designadas.
 
O contínuo crescimento do sistema operacional vem com a integração de novos drivers. Sistemas monolíticos incorporam drivers de dispositivos dentro do kernel, o que significa que um erro de driver pode comprometer todo o sistema. Drivers de código fonte fechado em particular colocam em risco a segurança do sistema. De acordo com Tanenbaum, incorporar um driver fechado no kernel é como aceitar um pacote lacrado de um estranho e levá-lo à cabine do avião.

Minix
Figura 1: O microkernel do Minix encapsula vários subsitemas na Área do Ususário, incluindo drivers, o sistema de arquivos e a pilha de rede. O kernel roda apenas funções críticas como operações de I/O, agendadores e gerenciamento de memória.

Arquitetura Transparente

O Minix é, provavelmente, o sistema operacional existente mais bem documentado. O "The Minix Book" de Tanenbaum e Woodhull é a referência principal. Inúmeras publicações sobre novas funções e pesquisas em andamento são encontradas na página principal do Minix. O Minix obedece ao padrãoPSIX IEEE 1003.2-1996 e os desenvolvedores já portaram muitos programas Unix para o Minix.

A Diferença do Minix

O Minix 3 está nos currículos de muitas universidades e muitas gerações de estudante já examinaram os poucos milhares de linhas do código do Minix e consertaram muitos erros. A arquitetura em microkernel implementa os drivers como processos de modos de usuários separados que não permitem executar comandos privilegiados ou operações de I/O (Entrada e Saída) ou escrever diretamente na memória. Em vez disso, essas operações são feitas por chamadas fiscalizáveis do kernel (ver Figura 1).

O Minix 3 utiliza mensagens de largura definida para a comunicação de processos. Esse design simplifica a estrutura do código e ajuda a mitigar o perigo de transbordamento de dados. O sistema de arquivos do Minix é executado como um simples processo de usuário. Já que ocupa cerca de 8.200 linhas do código da área de usuário, mas sem código do kernel, odebug nele é feito facilmente.

Um componente inovador, o "servidor de reincarnação", aumenta a confiabilidade do sistema Minix de servir como responsável por todos os servidores e drivers. Ele detecta erros muito rapidamente e monitora continuamente a função de processo críticos, reiniciando processos inoperantes quando necessário para manter o sistema rodando.

O Projeto Minix Firewall

Filtros de pacotes são um componente do sistema em risco. Apesar da excelente qualidade do Linux em implementações Nelfilter, várias questões de segurança surgiram no passado. Se um subsistema desse tipo está rodando no kernel Linux, ele estará colocando em risco a segurança do sistema. Com base no trabalho do grupo de Tanenbaum, a Universidade Técnica em Ciência Aplicada de Berlim portou o famosoframework Netfilter para o Minix 3.

Novamente, a estabilidade da arquitetura em microkernel oferece benefícios adicionais. No Linux, um invasor que tenha sucesso em provocar um erro - por exemplo, explorando um transbordamento de dados na função do_replace () - pode deixar um firewall Linux de joelhos. No Minix 3, um único processo de usuário poderia colapsar sem comprometer a segurança do sistema. O servidor de reincarnação poderia simplesmente reiniciar o processo.

As diferenças se tornam ainda mais aparente se um invasor tem sucesso ao executar um código. No Minix, um processo de usuário seqüestrado ainda é um problema. mas o efeito é muito mais brando graças à isolação.

Até a Microsoft está explorando o próprio sistema em microkernel, chamado Singularity. Embora o Minix tenha jogado o jogo do microkernel por anos, o seu maior obstáculo para se tornar mais conhecido sempre foi as suas licenças não livres. Agora que o Minix 3 está sendo distribuído sob uma licença BSD e as extensões de firewall estão disponíveis sob GPL, os pesquisadores daTFH Berlin estão trabalhando na exploração do potencial do Minix como um firewall virtualizado. Estabilidade, um design diminuto e um novo modelo de licenciamento deram ao Minix 3 um grande potencial de crescimento, especialmente em sistemas embarcados.


Figura 2: O Minix é bastante espartano na inicialização. Dito isso, a versão 3.1.2a incluí uma interface X11 e ferramentas para desenvolvedores.

Por que os computadores não conseguem funcionar o tempo todo?
Por Andrew S. Tanenbaum

Os usuários de computador estão mudando. Dez anos atrás, a maioria dos usuários de computador eram pessoas jovens ou profissionais com muita experiência técnica. Quando as coisas davam errado - e frequentemente davam -, eles sabiam como consertar as coisas. Hoje em dia, o usuário comum é muito menos sofisticado, talvez um garotinha de 12 anos ou um vovô. A maioria deles sabe tanto sobre arrumar computadores quando umnerd de computadores sabe sobre consertar o próprio carro. O que eles querem mais do que qualquer outra coisa é um computador que funcione o tempo todo, sem falhas ou erros.

Muitos usuários comparam automaticamente seus computadores com seus aparelhos de televisão. Ambos estão repletos de eletrônicos mágicos e têm telas grandes. A maioria dos usuários tem um modelo implícito de um aparelho de televisão: 1) você compra o aparelho; 2) o conecta; 3) ele funciona perfeitamente sem qualquer falha pelos próximos 10 anos. Eles esperam isso de um computador e quando não conseguem isso, ficam frustrados. Quando pessoas com alguma experiência em computação diz a eles: "Se Deus quisesse que os computadores funcionassem todo o tempo, Ele não teria inventado o botão RESET". Eles não se impressionam.

Na falta de uma definição melhor de confiabilidade, vamos adotar a seguinte: Um dispositivo é dito ser confiável se 99% dos usuários nunca experimentar qualquer falha durante o período de vida do próprio dispositivo. Por essa definição, virtualmente, nenhum computador é confiável, enquanto a maioria dasTV's, iPods , câmeras digitais, câmeras de vídeo, etc são. Viciados em tecnologia estão dispostos a perdoar um computador que falhe uma ou duas vezes por ano; usuários comuns não.

Usuários domésticos não são os únicos incomodados pela pobre confiabilidade dos computadores. Até mesmo em configurações altamente técnicas, a baixa confiabilidade dos computadores é um problema. Empresas como Google eAmazon , com centenas de servidores, experimentam várias falhas todos os dias. Eles aprenderam a conviver com isso, mas certamente iriam preferir sistemas que simplesmente funcionassem o tempo todo. Infelizmente, os softwares atuais os deixam na mão.

O problema básico é que o software contém bugs, e quanto mais softwares existem, mais bugs irão existir. Vários estudos têm mostrado que o número de bugs por milhar de linhas de código (KLoC) variam de 1 a 10 em grandes sistemas de produção. Um pedaço de um software bem escrito pode ter 2 bugs por KLoC com o passar do tempo, mas não menos. Um sistema operacional com, digamos, 4 milhões de linhas de código é, portanto, suscetível a ter ao menos 8000 bugs. Nem todos são fatais, mas alguns serão. Um estudo da Universidade de Stanford mostrou que drivers de dispositivos - que compõem 70% da base de códigos de um típico sistema operacional - têm taxas de bugs de 3 a 7 vezes maiores do que o resto do sistema. Drivers de dispositivos tem uma alta taxa de bugs porque (1) são mais complexos e (2) são menos examinados. Enquanto muitas pessoas estudam o agendador, poucas observam o driver da impressora.

A Solução: Kerneis Menores

A solução para esse problema é tirar o código do kernel, onde ele pode causar o máximo de estrago, e colocá-lo nos processos da área de usuário, onde bugs não conseguem causar falhas no sistema. É assim que o Minix foi projetado. O atual sistema Minix é o [segundo] sucessor do Minix original, que foi lançado originalmente em 1987 como um sistema operacional educacional mas tem sido corrigido desde então a fim de se tornar um sistema altamente confiável e auto-imune. O que segue é um breve descrição da arquitetura do Minix; você pode encontrar mais detalhes em http://www.minix3.org.

O Minix 3 foi projetado para rodar com o menor código possível no modo kernel, onde os bugs podem ser facilmente fatais. Em vez de 3 ou 4 milhões de linhas de código no kernel, o Minix 3 tem cerca de 5000 linhas de código no kernel. Às vezes kerneis tão pequenos são chamados de microkerneis. Eles lidam com o gerenciamento de processo de baixo nível - agendamento, interrupções e o relógio - e fornecem alguns serviços de baixo nível para componente da área de usuário.

O volume do sistema operacional roda como uma coleção de drivers e servidores de dispositivo, cada um rodando como um processo comum na área de usuário com privilégios restritos. Nenhum desses servidores e drivers rodam como super-usuário ou equivalente. Eles não podem nem mesmo acessar os dispositivos de entrada e saída ou a unidade de gerenciamento de memória diretamente (MMU).

Eles têm de usar os serviços do kernel para ler e escrever no hardware. A camada de processos rodando no modo de usuário acima do kernel consiste de drivers de dispositivos - com drivers de discos, drivers de rede e todos os outros drivers - rodando como processos separados protegidos pelaMMU do hardware a fim de que eles não possam executar quaisquer instruções privilegiadas e não possam escrever ou ler qualquer memória, exceto a própria.

Acima da camada de drivers vem a camada de servidores - com um servidor de arquivos, um servidor de processos e outros servidores. Os servidores fazem uso tanto dos drivers quanto dos serviços do kernel. Por exemplo, para ler de um arquivo, um processo de usuário manda uma mensagem para o servidor de arquivos, que então manda uma mensagem para o driver do disco buscar os blocos necessários. Quando o sistema de arquivos os tem no cache de dados, ele chama o kernel para movê-los para o espaço do endereço do usuário.

Além desses servidores, há um outro servidor chamado de servidor de reincarnação. O servidor de reincarnação é o responsável por todos processos de drivers e servidores e monitora o comportamento deles. Se ele descobre um processo que não está respondendo a seus pings, ele inicia uma nova copia pelo disco (exceto para o driver de disco, que é vigiado na RAM). O sistema foi projetado para que muitos (mas não todos) dos drivers e servidores críticos possam ser substituídos automaticamente enquanto o sistema está operante, sem perturbar os processos de usuário ou mesmo notificar o usuário. Dessa maneira, o sistema é auto-imune.

Para testar se essas idéias funcionam na prática, fizemos o seguinte experimento. Iniciamos um processo defeituoso por injection que sobrescreveu 100 instruções no binário do driver da rede para ver o que aconteceria se um deles fosse executado. Se nada acontecesse por alguns segundos, outras 100 instruções seriam introduzidas e assim por diante. Ao todo, injetamos 800.000 processos defeituosos em cada um dos três drivers de rede diferentes e causou 18.000 erros de driver. Em todos os casos, o driver foi substituído pelo servidor de reincarnação. Apesar de injetar 2.4 milhões de processos defeituosos no sistema, nenhuma vez sistema operacional falhou. Não precisa dizer que se um erro faltal ocorre num driver Linux ou Windows rodando no kernel, o sistema operacional por falharia completo instantaneamente.

Existe uma desvantagem nessa abordagem? Sim. Há uma meta de desempenho. Nós não medimos isso extensivamente, mas o grupo de pesquisa em Karlshure (Universidade de Karlshure, Alemanha), que desenvolveu o próprio microkernel, o L4, e depois rodou Linux sobre ele como um simples processo de usuário, foi capaz de atingir uma meta de desempenho de 5%. Acreditamos que, se colocarmos alguns esforços nele, poderemos alcançar a taxa entre 5% e 10% também. A performance não tem sido uma prioridade para nós, assim como a maioria dos usuários que lêem seus emails e entram no Facebook não estão limitados pela performance do CPU. O que eles querem, no entanto, é um sistema que funcione o tempo todo.

Se os microkerneis são tão confiáveis, por que todos não os usam?

Na verdade, todos usam. Provavelmente, você roda vários deles. O seu telefone celular, por exemplo, é um pequeno computador normal e há uma boa chance dele rodar o L4 ou o Symbian ou outro microkernel. Os roteadores de alta performance da Cisco usam. Nos mercados aeroespacial e militar, onde a confiabilidade é primordial, o Green Hills, outro microkernel, é amplamente usado. O PikeOS e o QNX também são microkerneis amplamente usados em sistemas embarcados e industriais. Em outras palavras, quando se trata de sistemas que "funcionem o tempo todo", as pessoas se voltam para os microkerneis. Para saber mais sobre esse assunto, acesse www.cs.vu.nl/~ast/reliable-os/.

Sendo assim, é o que acreditamos, baseado em várias conversas com usuário não técnicos, que o que eles querem acima de qualquer coisa é um sistema que funcione perfeitamente todo o tempo. Eles têm uma baixa tolerância para sistemas não confiáveis mas atualmente eles não têm escolhas. Acreditamos que sistemas baseados em microkerneis podem indicar o caminho para sistemas mais confiáveis.

Rüdiger Weis é professor de programação de sistemas na THF Berlin. Entre 2002 e 2005, ele esteve envolvido com uma pesquisa de pós-doutorado sistemas operacionais seguros sob a supervisão do Professor Andrew S. Tanenbaum na Vrije Universiteit, Amsterdã.

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PDF (Inglês)
PDF (Português)

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Pablo Hess, editor da Linux Magazine brasileira, me informou pelos comentário que o artigo do Tanenbaum já tinha sido traduzido pela revista. Não tinha conhecimento. Se você não entendeu alguma parte da minha tradução ou simplesmente não gostou, acesse AQUI a versão oficial do artigo publicado pela própria Linux Magazine Brasil.

Desktop? Qual Desktop??

Está chegando o fim do ano e, inevitavelmente, há uma nova rodada de artigos revisando o ano e prevendo o próximo ano abastecendo a mídia especializada. Simplesmente existe algo em 1º de janeiro que obriga jornalistas e blogueiros a embalar os últimos 366 dias num belo e arrumado pacote e prever como as coisas acontecerão durante os próximos 365 dias.

Não sou só eu que noto; aparentemente, sem qualquer conversa entre nós, Amanda McPherson escreveu sobre a mesma coisa. Mentes brilhantes, é o que parece...

A maior previsão que sempre ouvimos é: 20XX será o ano do Linux nos desktops? E logo após você recebe um rosário de motivos por que o Linux irá ou não conquistar o seu espaço como o legitimo dominante no universo dos sistemas operacionais, porque, claramente, é isso o que é o desktop.

Mas veja, é o seguinte: se o Linux terá sucesso nos desktops simplesmente é a pergunta errada. A melhor pergunta a se fazer é onde o Linux está tendo sucesso hoje e se ele terá sucesso no futuro? Por exemplo: O Apache com Linux continua dominando as pesquisas sobre webservers da Netcraft. Mas nunca ouvimos que 2000-e-qualquer-coisa é o ano do Linux nos servidores web, embora você pudesse criar argumentos que o século 21 seja o Século do Linux nos Servidores Web. Por que é assim?

É assim porque, realmente, poucas pessoas pensam sobre o sistema operacional de cada webserver. Quero dizer, quem liga, certo? Eu entro num site no Firefox, leia a página, assisto o vídeo, escuto a música e está tudo bem, Ocasionalmente, posso perceber o aviso ".aspx" que me informa o provável motivo sobre o porquê do site parecer lento. Mas, além disso, raramente penso nisso, é o meu trabalho de ser geek.

O desktop, por outro lado, está aí. Na sua cara. Você pode dizer na hora qual plataforma a pessoa está rodando no PC, apenas olhando. Sim, se tem janelas, menus, caixas de diálogo e barras de tarefas, é uma revelação perdida.

Por causa dessa visibilidade, o desktop é visto como objetivo a ser alcançado para o verdadeiro sucesso de um sistema operacional. Não importa de esse sistema operacional tem êxit em outras plataformas, como webservers, supercomputadores, telefones, receptores. Esses, aparentemente, não contam.

Sei que alguns de vocês estão dizendo agora (porque já escutei antes): Estou abandonando o argumento do Linux no desktop dizendo que não importa. Mudando as regras do jogo eu posso fazer do Linux o ganhador. Dito isso, entretanto, estou desistindo do Linux no desktop. O que eu, enfaticamente, não estou. Quero o Linux em quantos desktops for possível. Só estou expandindo a definição do que é o sucesso para o Linux. Não é apenas o desktop, e nunca deveria ter sido.

O outro motivo porque não gosto das proclamações "o ano do desktop" para o Linux é que ninguém, até hoje, foi capaz de me dizer que como o ano seria. Neste momento, as melhores estimativas da fatia de mercado no Linux nos desktops gira em torno de 1-2 por cento do total do mercado. Dobra isso para quatro por cento faria do Linux no desktop um sucesso?

Eu realmente gostaria de saber como seria a definição de sucesso do Linux nos desktops. Quem cria tal definição? Eu? Eu trabalho para a Linux Foundation, que diria que não sou tendencioso? A imprensa? Muitas agendas diferentes, e o mesmo com a blogosfera. Analistas? Poucas agendas se eles são bons, mas quem acreditaria neles? E mesmo se o Linux atingir algum objetivo arbitrário até a definição de alguém de vitória nos desktops, sempre haverá alguém para tentar invalidar o objetivo com um novo. "O Linux atingiu 10 por cento? Ainda continua a ser uma pequena minoria...". Embora 10 por cento do mercado seja maior do que os Macs têm hoje.

A melhor medida do Linux nos desktops é como você ou a sua empresa o usam. Você pode implementar o Linux e economizar tempo e dinheiro? Ele está funcionando para você? Sim?

Aí está a sua resposta.

Fonte: Brian Proffitt@Linux Foundation

Interface do OpenOffice será remodelada

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Num projeto de longo prazo, o time do OpenOffice pretende reformular completamente a interface de usuário da suíte de escritório livre. Isso já era amplamente esperado para acontecer na versão 3.0, que, nos olhos dos usuários, já não aparece ser contemporânea. Além disso, os menus da suíte de escritório ser tornaram tão confusos e mal estruturados que os usuários acham impossível achar certas funções - um problema que a Microsoft contornou com o recurso Ribbon no Office 2007. Os Ribbons substituíram os menus clássicos do Word, Excel, Access e PowerPoint na última versão do Office, e chegarão ao Paint e Wordpad no Windows 7.

O Projeto Renaissance agora está agindo sobre as críticas e espera atrair a ampla participação dos usuários. Numa primeira etapa, o projeto quer coletar as experiências e opiniões dos usuários - um questionário online já está disponível e é acompanhado por uma extensão para o OpenOffice que coleta a forma de uso da aplicação e encaminha à equipe do projeto de forma anônima.

A extensão de interação com os usuários será lançada como um download separado no mesmo momento do lançamento do OpenOffice 3.0.1. Ela se tornará uma parte integral da instalação padrão a partir do OpenOffice 3.1. A equipe do projeto diz que quando a extensão está ativada, ela registra as interações do usuário como chamadas de diálogos e menus e uso de atalhos, mas não salva qualquer conteúdo do documento. Os usuários podem ver as informações coletadas nas opções do OpenOffice a qualquer momento. Numa segunda etapa, as informações da etapa um serão usadas para reprojetar a interface de usuário de uma maneira que permita um uso mais eficiente das aplicações de escritório.

De acordo com o líder do projeto, Frank Loehmann, o Renaissance é um projeto de longo prazo. Seus resultados não estarão refletidos no OpenOffice 3.1, apenas numa versão muito futura.

Veja também:

Fonte: Liam Proven@Heise-Online

Ex-Desenvolvedor da Microsoft: O Futuro é o Open Source

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O veterano da Microsoft, Keith Curtis afirmou em seu novo livre que o futuro pertence ao open source.

Curtis trabalhou como desenvolvedor na Microsoft de 1993 a 2004 e se envolveu na produção de banco de dados e no desenvolvimento do Windows, Office e MSN. Em seu recente livro publicado, "After the Software Wars", ele dá uma visão de programador para o futuro do desenvolvimento de software, de inteligência artificial a viagem ao espaço.

A versão online do The New York Times resenhou o livro e comentou sobre a mudança de atitude do ex-empregado de Redmon. "Para o Sr. Curtis, a força do software open source, e por que ele é o futuro, é uma questão de alavancar a nossa inteligência coletiva.". A chave para o avanço tecnológico é o software livre, acrescenta Curtis. "A diferença entre software livre, não-livre e proprietário é similar à diferença entre ciência e alquimia. Antes da ciência, havia a alquimia,quando as pessoas protegiam suas idéias porque elas queriam monopolizar os mecanismos usados para converter chumbo em ouro.".

Durante a época dele na Microsoft, dificilmente se falava sobre open source, disse Curtis, e ele tinha a opinião que o software proprietário sempre deveriam ficar com a guarda alta perante a tecnologia livre alternativa. Curtis deixou a Microsoft por puro tédio, diz ele ao Times, e foi então que ele começou a desenvolver um interesse sobre Linux e software livre.

Fiel às novas convicções, Curtis publicou por si mesmo seu livro no Lulu.com onde pode ser baixado por cerca de 5 dólares. A versão impressa custa US$19,97. O fundador da plataforma Lulu é Bob Young, um veterano no mundo open source e co-fundador da distribuição Linux Red Hat.

Fonte: Britta Wuelfing@LinuxProMagazine

O homem que usa o chapéu vermelho


James M. Whitehurst, CEO e presidente da Red Hat, em sua recente visita à Índia falou com a CyberMedia News sobre muitas questão polêmicas em torno da tecnologia open-source e suas nuances de negócios. Tipo, como fazer dinheiro com algo livre e aberto? Por que o OOXML não impactou o suficiente? Por que a Índia estão em vantagem no mundo open-source? Bem, o chapéu dele abrange todas elas. Aproveite.

Muitos tentaram, testaram e tatearam. Mas ninguém tem tido tanta sorte trabalhando com um modelo empresarial bem sucedido em torno do mundo open-source. Qual é o truque? São os serviços e suporte periféricos ao núcleo aberto que tornam possíveis as receitas?

Não exatamente. O open-source é um conceito que existe há pelo menos 15 anos, mas ainda é relativamente novo. Nós somos a única empresa lucrativa e pública. Por que todos não são capazes de fazer dinheiro com algo que é tão inerentemente bem sucedido quanto a tecnologia? A economia da abundância está no contexto do poder do open-source. E existem duas palavras, inovação e colaboração.

Até ontem, o modelo de copyright estava operando e muitas pessoas poderiam requisitar por pagamentos no open-source. Mas isso minava fundamentalmente o poder do open-source. Hoje, quando você torna o software aberto, existe outro problema. Como ganhar dinheiro? Muitas pessoas começaram com o modelo de suporte que você está insinuando. O que a Red Hat fez foi, fundamentalmente, diferente do modelo empresarial. Não é o caso de tentar capitalizar os bits ou os serviços. Todos conseguem fazer isso. A visão-chave é que o modelo de desenvolvimento do open-source é em torno da repetição.

Agora, se a NYSE, por exemplo, tem um software crítico rodando sobre plataforma open-source, a última coisa que eles querem são mudanças repetitivas de impacto. Nesse momento, nós intervimos e garantimos que o software livre seja prático para a empresa, e seja completamente interativo, totalmente testado, configurado para alta performance, certificado e equipado com documentação, com ANS (Acordo de Nível de Serviço), aspectos locais, repetidas mudanças no desenvolvimento, tudo. Nós somos as pessoas que fazem isso e garantem a estabilidade dos bits testados em implantações de software crítico. Além disso, nós nos comprometemos a suportar o software por sete anos. E não apenas suportá-lo, mas torná-lo à prova de balas.

Esse modelo é tão sustentável ou lucrativo quanto os modelos tradicionais?

Se falamos de assinaturas, nós mudamos fundamentalmente o modelo falido de software empresarial. O modelo empresarial necessita de resultados. Veja os ciclos artificiais de upgrade dos software de outrora. Cerca de 80% dos recursos poderiam não ser utilizados pelo usuário. Por que desenvolvem novos recursos que eles não usam e não vão usar? O Vista é o melhor exemplo. Não há nenhuma funcionalidade realmente nova. Mas upgrades são feitos para impulsionar as receitas.

Não adicionamos recursos que os usuários não querem. E eles continuam a nos pagar. Ainda assim, somos o maior contribuidor do Linux. Nós escutamos; nós prestamos atenção às necessidades deles, às queixas e, por conseguinte, adicionamos as funções. Certamente que o software livre é um modelo de desenvolvimento muito poderoso. Nós damos valor a ele. Não se trata apenas de suporte. O open-source, em suma, é um modelo de desenvolvimento e não um modelo de implementação. Ele não tem que ser implantado como uma solução. Desempenhamos uma função tornando-o prático para as empresas.

Qual é a sua opinião sobre o recente tumulto entre o desenvolvimento do ODF Vs OOXML por padrões abertos?

Obviamente estamos desapontados. Isso apenas mostra que a Microsoft detém muito poder comercial nessa área também. No longo prazo, entretanto, a publicidade que esse novo desenvolvimento gerou ajudará, felizmente, no debate da questão. Mais países usarão o ODF e, por conseguinte, propostas sobre o software livre. Mais lobby governamental está sendo visto. Em geral, isso só vem alertando consciências.

Então um modelo open-source lucrativo já não é mais um paradoxo?

Não. O modelo de desenvolvimento é aberto. É uma questão de quanto você pode igualar o ritmo de interação repetitiva e torná-la consumível pelas empresas. O software empresarial não se trata de funcionabilidade apenas, mas também sobre mudanças em conjunto num ambiente de produção. É muito difícil mudar especificações dinamicamente, manter pilhas de hardware, compatibilidade e certificações. Se você fala de nós, nós capitalizamos não só sobre o software livre, mas sobre o valor que ele tem.

Muitos casamentos foram testemunhadas no passado recente sobre o altar do open-source. Como você interpreta a consolidação das ações com acordos como Microsoft-Novell, Sun-MySQL, Yahoo-Zimbra?

Eu não desprezo nada disso. Dito isso, muitos não se deram conta da real essência. O poder do software livre está na maximização da comunidade e da colaboração. A Sun controla a maior parte do domínio do desenvolvimento. Eu não sei, nesse ponto, como, exatamente, eles fazem o modelo funcionar. Temos 100% de certeza que o software livre conduz a uma maior clareza estratégica.

A idéia da economia de abundância retorna à discussão. Nós não controlamos o Linux. Mas fazendo as mudanças constantes que aparecem no desenvolvimento principal, levar ao público o mais rápido possível é o objetivo. Uma vez houve a necessidade de bancos e serviços financeiros por real-time no kernel. A Novell já possuia essa funcionalidade mas eles nunca a publicaram, então quando nós publicamos, eles tiveram que abandonar essa exclusividade. O Linux inteiro se moveu nessa direção.

Qual é a sua opinião sobre o rumo que o Google está, aparentemente, tomando no território aberto com idéias como o Chrome e o Android?


Eu aplaudo o que eles fazem. Eles criam e financiam muitas coisas em torno do software livre, distribuindo os códigos e sobre a GPL. Há muito debate em torno da GPL2 e GPL3. O Google é um potencial criador de grandes talentos. Não há dúvida de que é uma grande empresa com muitos recursos humanos. Também compreendo a preocupação verdadeira em torno do SaaS (sigla em inglês para "Software como serviço") em relação à indústria de software.

Quais são os destaques estratégicos desse ano da Red Hat?


A infra-estrutura de software livre da empresa não é somente em torno do Linux, há também ferramentas de gerenciamento, segurança, virtualização. Então, esse ano, estaremos anunciando mais produtos. Áreas como componentes de seguranças, funcionalidades em rede, mensagens em alta velocidade, funcionalidades em novas arquiteturas, etc; será excitante. A virtualização foi "raptada" na consolidação de servidores. Estaremos a melhorando com competição. Há uma grande oportunidade para nós. Mobilidade de aplicações é importante. Estaremos fortemente competindo em áreas como virtualização além de áreas como ferramentas de gerenciamento em rede, e alavancariam completamente o cloud computing tanto internamente quanto externamente.

O que você acha da inclinação de projetos digitais indianos para o software livre?

A parte impressionante é o relativo tamanho dos projetos e o claro compromisso com o software livre. A Europa também está em direção do software livre. Na Índia, vemos um profundo nível de transferência de conhecimento e o governo olha para o futuro, afinal ele promove um grande processo e uma grande adoção. É impressionante.

E qual a sua opinião sobre a Índia com essa viagem?

A Índia tem muitas oportunidades para saltar no caminho do desenvolvimento assim como na implementação so software livre em grande escala. A Índia é classificada como a segunda maior comunidade em termos de contribuição para o código do kernel Linux. O tamanho dos projetos, da integração, do desenvolvimento e da escala de desenvolvimento é notável e único na Índia. A Índia também é um importante mercado de uma perspectiva de escala.

Minhas impressões da Índia é que ela é extraordinária em termos de tamanho e ritmo de crescimento. Também de uma perspectiva tecnológica, se você observar os Estados Unidos, eles estão se atualizando, mas, na Índia, você pode ver muitos projetos e iniciativas começadas do zero. É extraordinário. A Índia tem um dos maiores números de engenheiros certificados, maior do que os Estados Unidos. É um mercado muito qualificado.

A grande vantagem da Índia no sistema de integração é maravilha, o que será muito importante para o movimento mundial em torno do software livre. Cerca de 70% das aplicações terão software livre.

Fonte: Ciol News

Notícia futura que todos já conhecem: Lançado o Ubuntu 8.10!!

Bem, daqui uma semana o Ubuntu 8.10 Final será lançado e choverá em blogs, portais de notícias sobre tecnologia e derivados essa notícia: Lançando o Ubuntu 8.10!! Como não tenho muito saco para postar o que já foi, ou será, postado 2.938.104.534.982.304 vezes, farei uma coisa diferente, darei a notícia que todo mundo já sabe mas ainda não pode ser postado - afinal ainda não saiu. Serei o profeta do óbvio. Vamos lá:

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Lançado Ubuntu 8.10 Final!!!

Finalmente o Ubuntu 8.10 foi lançado. Depois de meses de desenvolvimento, com várias melhorias na parte de redes e com uma sensível melhora no boot, a Canonical liberou a versão Final dessa maravilhosa distribuição. Segue abaixo o link das imagens:

Desktop x86 (.torrent)
Desktop AMD64 (.torrent)
Servidor x86 (.torreent)
Servidor AMD64 (.torrent)
Versão Alternate x86 (.torrent)
Versão Alternate AMD64 (.torrent)


Aproveite e instale AGORA!! E tenha paciência com a velocidade do servidor - ou baixe via torrent.

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Não seja idiota suficiente para clicar nos links e achar que vai funcionar. Espere até dia 30, e talvez funcionem. Somente copiei o padrão dos links, tomara que seja assim mesmo.

Netbooks, Chrome e o futuro da computação

Photobucket

Combine netbooks, como o Asus Eee PC 900, com o Google Chrome.

Eles mudaram a computação de modo fundamental.

Nos acostumamos a pensar sobre computação com um cliente (desktop ou laptop) conectado a um servidor (Intranet ou Internet) através de um interface (um navegador) que traduz códigos HTML no servidor para uma mente por trás da tela.

Agora, testemunhe o futuro.

Existem dois clientes, um computador "doméstico", que ainda seja utilizado em casa ou no escritório, e um computador "remoto" (seja um Asus seja algo como um iPhone), para uso móvel.

O cliente acessa aplicações web, não páginas. A diferença é crucial. Uma aplicação web é um software, não um conteúdo. É hospedado numa empresa ou nuvem de serviço, não num local definido.

Ambos clientes estão sincronizados com a nuvem. Você tem arquivos, a nuvem tem arquivos. O que é primário e o backup está disponível para você.

Isto se torna claro assim que você aprende a usar a barra de endereços do Chrome. É uma barra de busca, um link direto para a ferramenta de busca do Google. Ele é, na verdade, uma aplicação web.

O sistema operacional, nos casos do navegador e do netbook, se torna desprezível.

Estou certo que o Google terá versões do Chrome para Linux e Mac (a versão atual é a 0.2.149.29) no momento que ele sair da versão de testes beta.

O software é projetado para ser uma interface de aplicação web, não uma interface de página web, com cada aba como uma instância separada do software, tendo total acesso ao seu poder de processamento e memória.

O Asus vem com Windows XP, se você desejar, mas porque você desejaria? Todas as suas aplicações comuns estão embutidos. O projeto de estado sólido torna o disco rígido supérfluo. Você poderia plugar 80GB por uma porta USB, mas se você pode conseguir um pendrive de 8GB por US$50, qual é a problema?

Mas há limites.

Assim como não há disco rígido, também não há um driver DVD. É o que é, não o que você quer que seja.

Um coisa que não observei antes é a localização das entradas dos fones-de-ouvido e do microfone. Eles estão na lateral, perto da parte frontal.

Isso faz do Asus um Skype box, pronto para ligações via Internet, equipado com teclado e vídeo. (Não mencionei a webcam de 1.3 pixels em cima da tela, apontando para a sua cabeça?)

O Asus pesa menos de 1Kg, com a bateria plugada. Assim, é leve o suficiente para usar nos bancos de trás de um carro, pequeno o suficiente para a bandeja de encosto na sua frente.

Há uma fusão se aproximando entre o netbook e clientes de Internet com o iPhone, que cabe no seu bolso. Esse é o ponto.

A fusão acontecerá na nuvem.

Arquivos de backup e de configuração ficarão online, sincronizados com qualquer dispositivo que você estiver conectado. Serviços online se tornaram serviços reais, fornecendo o software livre como um modelo superior.

Mais um ponto importante.

Nos casos do Chrome e netbooks como o Asus, ainda estamos sequer na versão 1.0. O Microsoft Windows não se tornou um vencedor até ele chegar na versão 3.0. Então, ainda há uma evolução para acontecer.

Mas eu consigo ver o futuro, e ele é diferente. Talvez eu finalmente tenha achado o que estava procurando.

Fonte: Dana Blankenhorn@ZDNet

 
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